Em uma reunião reservada em residência oficial na noite de ontem, caciques partidários traçaram a estratégia para evitar que a alíquota padrão ultrapasse 26,5% na votação final.
A principal resistência vem de representantes de estados do Sul e Sudeste, que reivindicam critérios mais claros na composição do comitê gestor do futuro Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
Ao mesmo tempo, emissários do Palácio do Planalto apresentaram cálculos demonstrando que qualquer ampliação excessiva de regimes diferenciados acabará pressionando para cima a alíquota dos demais setores.
Um dos pontos consensuais amadurecidos na conversa foi a criação de um gatilho de revisão quinquenal, que obrigará o Executivo a enviar ajustes automáticos ao Parlamento caso a arrecadação divirja da curva esperada.
O relator do projeto deve divulgar uma minuta preliminar aos líderes antes do almoço oficial de quinta-feira.